sábado, 19 de março de 2011
Lembre de alguém que...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Um ano em doze lembranças
segunda-feira, 14 de março de 2011
Só porque ontem foi o Dia da Poesia
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.
Manoel de Barros
domingo, 6 de março de 2011
A banda
De algumas passagens da vida, só saberemos da real importância que tiveram muito tempo depois. Isso se nos dispusermos a descobrir, naturalmente.
Exemplo: Tive uma banda de rock na adolescência. Não resistiu a essa fase. Ficou lá no início da década passada e hoje repousa na memória. Mas finalmente vejo que aquela singela aventura roqueira influenciou em cada aspecto do que é minha personalidade hoje. E me deixou um valioso legado afetivo.
Quando se tem uma banda, se faz muitos amigos. Sempre há um monte de bandas iniciando ao mesmo tempo, e com isso abre-se um novo círculo social, assim como a turma da escola, da vizinhança, do futebol (mais tarde agregamos a turma do bar, do trabalho, da faculdade).
O adolescente que toca (ou canta) em uma banda dificilmente afunda na timidez quando adulto. Subir em um palco com muito mais pessoas para lhe julgar do que para aplaudir requer uma cara de pau que poucas situações irão exigir futuramente.
A banda ensina a importância da repetição, o valor da insistência incansável quando se busca melhorar em algo. As melhores bandas que conheço nunca estão satisfeitas com o som que tocam.
Ter banda também é ter alguns amigos unidos como jamais estariam; É ter aquela impressão de proximidade com nossos ídolos; É investir tempo, dinheiro e energia sem esperar retorno. E é mais tarde aprender que, de alguma forma, tudo valeu a pena.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O silêncio na amizade
O silêncio é o avalista da grande amizade.
Quando há constrangimento no silêncio, na pausa que encerra um assunto, desconfio que não há grande amizade. O que não chega a ser ruim, pois é com pequenas e grandes amizades que enriquecemos a vida. Mas não há dúvidas: quando o silêncio deixa de configurar um drama e a mente não precisa trabalhar de forma alucinada à procura de uma frase qualquer, estou diante de uma grande amizade.
Acredito que todos tenhamos bem mais amizades pequenas do que grandes. Acumulamos amizades superficiais (sem o tom pejorativo normalmente atribuído ao termo) de acordo com a nossa habilidade e pré-disposição. E se os grandes amigos são os que fazem a vida valer a pena, os pequenos amigos quebram um bom galho na ausência quase sempre frequente e inevitável destes senhores. Com sua parceria, amenizam o silêncio das grandes ausências, que também avalizam a grande parceria.
O único problema das pequenas amizades é que elas nos exigem estar sempre driblando o silêncio. E o quebramos com um novo tema qualquer, o mais banal, apenas para cumprir tabela. A quietude, que tanto aprendemos a respeitar na presença dos grandes amigos, há de ser feridacom uma bobagem qualquer apenas pela nossa insegurança diante da nova amizade. Tem que se ter sempre um assunto, ser legal e eloquente.
Se derrotados pelo silêncio, eu e meu pequeno amigo estaremos condenados a achar um ao outro entediantes, ou a duvidar da nossa própria capacidade de fazer amigos. Tudo porque o silêncio ainda depõe contra essa pequena amizade. E avaliza as que a ele resistem.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Vejam que ideia sensacional
Come Home To The Simpsons from devilfish on Vimeo.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Ser incompleto
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O Grêmio da Libertadores
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Eu, o 60º
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Elogio da compreensão
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A batalha de Bento Gonçalves
Por volta das 21h30 do último sábado (5), as seleções de rúgbi de Brasil e Argentina entravam no gramado da Arena do Sesi para o último confronto da primeira fase do torneio Sul-Americano disputado no fim de semana. Aos brasileiros, caberia o papel de sempre: assistir a mais uma vitória da invicta trajetória argentina.
– Filma o placar! É histórico! É histórico!
E era mesmo. Quando o assunto é rúgbi na América do Sul, vitória da Argentina poderia fazer parte do livro de regras. Los Pumas, como são chamados os jogadores, são os campeões de todas as edições do torneio Sul-Americano, disputado desde 1951. Nunca haviam perdido um jogo sequer. Boa parte desse grupo integra a equipe que irá disputar o próximo campeonato mundial. Em Bento, a disputa foi na modalidade sevens, uma variação do esporte original em que as equipes se enfrentam com sete jogadores para cada lado.
Inconformados com o placar negativo, no segundo tempo os argentinos pressionaram de todas as formas, e o jogo se passou praticamente todo no campo de defesa do Brasil. Mas, tendo acusado o golpe, as investidas no ataque eram desorganizadas, nervosas. E a cada recuperada de bola pelos brasileiros, a torcida, toda de pé pela primeira vez após um dia inteiro de disputas, tinha amostras de que o impossível estava por acontecer. Em 14 minutos, dois tempos de sete, deu-se a maior vitória do rúgbi nacional.
– Ainda não consigo pensar no tamanho desta vitória. Achava que ia morrer sem ver o Brasil ganhar da Argentina – vibrou Daniel Gregg.
O torneio prosseguiu ontem. O sonho do Brasil de fazer a final ouro acabou parando na semifinal diante do Uruguai (5 a 7). Os vizinhos acabariam perdendo a decisão para a Argentina, que antes passara pelo Chile. As quatro seleções representarão a América do Sul em Guadalajara.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A vida e o tempo
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Expectativas pra quê?
A expectativa tem uma ligação intrínseca com a frustração. Porque mesmo a expectativa que se concretiza é frustrante. E por nunca estarmos satisfeitos, gera novas expectativas. Não parece melhor deixarmos que as coisas apenas aconteçam – com ou sem planejamento ou objetivo – mas sem depositar em nossos desejos a malfadada expectativa de como será a vida quando eles se concretizarem?
Quem cria expectativas, logo se dá mal. Expectativa de ter o emprego dos sonhos, de ser O cara nesse emprego, de achar a pessoa perfeita para namorar, de ter aquele carro que me fará feliz e bonito, de ter saúde a vida inteira, de ser sempre querido e bem-interpretado, de ser alegre o tempo inteiro. Em regra, nada disso acontece. E, considerando que possa acontecer, não deve ser tão bom e satisfatório assim. Logo, para quê?
Temos que ter sonhos, mas a expectativa nos faz um pouco escravos destes sonhos. E a vida, todo mundo sabe, não é o que sonhamos. É o que vivemos, não está no que esperamos.
Viver sem criar expectativas é ter um controle um pouco maior sobre nossas possibilidades de ação. Ainda que a grossíssimo modo, "Se der deu, se não der, não deu" é, sim, um princípio válido a ser seguido. Quase uma filosofia.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Raça e superação - parte III
Foi qualidade que faltou para o Grêmio em 2007, quando a final, contra o Boca Juniors, foi tudo, menos parelha. Faltou ataque. Tuta, Everton, Douglas e Amoroso eram os atacantes daquele time, que tinha Lucas, Diego Souza e Carlos Eduardo como destaques. Mas acreditamos até o fim que Schiavi, Tcheco, Ramón, algum deles se consagraria naquela decisão contra Riquelme, Palácio e Pallermo.
Em 2009, qualquer gremista de bom senso sabia que seria praticamente impossível passar pelo Cruzeiro nas semi-finais. Não foi o ataque – Jonas e Máxi Lopez - o problema maior, mas o meio-de-campo sem grande inspiração formado por Ruy, Adilson,Tcheco, Souza e Fabio Santos. No banco, Túlio e Orteman. Por muito pouco o time não sai derrotado nos dois jogos.
Desta vez, o cenário parece o mesmo. O Grêmio que não contrata e perde seu artilheiro tem time para uma boa campanha, mas que fatalmente irá se encerrar em um confronto contra um grupo indiscutivelmente mais forte - hoje Santos, Cruzeiro e Fluminense, no mínimo – contra o qual apostaremos na já batida história da mística da camisa tricolor.
Se ter Jonas como ídolo já era um sintoma de mediocridade, perdê-lo é um atestado, e que preocupa. Encerramos 2010 acreditando que faltava pouco o Grêmio voltar a ser grande. Mas começamos 2011 revisitando os velhos problemas e ouvindo o mesmo discurso. Raça e superação.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Os 10 melhores jogadores que já vi

2 – Ronaldo - Não tão habilidoso quanto o Gaúcho, porém mais completo e, sem dúvidas, mais importante para a história do futebol. E carismático. Quem nunca foi fã do fenômeno em algum período da carreira?
3 – Messi - Atualmente, o melhor, e com boas chances até de chegar ao primeiro lugar. Tem um controle de bola que nenhum outro desta lista tem, além da velocidade e o chute certeiro de perna esquerda.
4 – Romário - Reconhecidamente o melhor que se teve notícia dentro da área, também vale destacar a habilidade do baixinho. Deu muito drible digno de antologias (o Amaral que o diga). E foi o cara do Tetra, minha primeira grande lembrança no futebol..
5 – Zidane - Há quem o considere até o melhor desde Maradona, um verdadeiro gênio. Não chego a tanto, mas reconheço que o francês sabia ajeitar um meio-de-campo e tratava a bola como poucos.
6 – Bergkamp - Chamado de Homem do Gelo (Ice Man) pela frieza, principalmente em fente ao goleiro adversário, Bergkamp realmente jogou muito. Jogou em boas seleções da Holanda, mas, em duas copas, foi eliminado pelo Brasil.7 – Gamarra - Zagueiraço. Quando estava no auge, seria titular em qualquer time do mundo. Deu azar de jogar na seleção paraguaia e no Inter dos anos 90. Tivesse feito carreira na Europa, seria mais reconhecido.
8 – Rivaldo - Jogou muito. Só faltou carisma e um pouco de marketing para entrar na lista dos maiores do Brasil de todos os tempos. Jogou muito em duas copas, 98 e 2002. Sempre decisivo.
9 – Verón - Hoje, no fim da carreira, ainda é um dos mais respeitados meio-campistas do mundo. No auge, não tinha pra ninguém. Dono do meio-de-campo, raramente erra um passe e ainda marca bem. Vai fazer falta quando se aposentar. terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Papai orgulhoso
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Tombos
Paul McCartney
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Encerrando a novela
sábado, 8 de janeiro de 2011
Comentando a novela
Reconheço como legítima a flauta colorada nessa situação em que o Grêmio se expôs ao ridículo, mas convenhamos: Não dá pra comparar. O Grêmio perdeu porque o Flamengo teve maior poder aquisitivo. O Inter perdeu porque foi menos time que o Mazembe. Alguma dúvida sobre que é pior?


