sábado, 19 de março de 2011

Lembre de alguém que...

A imagem acima é uma dessas que estão em moda nas redes sociais, em que associamos amigos (linkando seus perfis na rede a algum dos ítens) a alguma espécie de símbolo. Em uma delas,por exemplo, escolhemos qual amigo mais se assemelha a determinado personagem dos Simpsons, por exemplo.

Esta que trouxe para o blog, em especial, além de ser simpática, sugere um bom exercício para pensarmos naquelas pessoas importantes, que tornam a nossa vida igualmente relevante:

É simples

Lembre (na minha livre adaptação do original tag - algo como "etiquetar", no contexto das redes sociais) de alguém que...

...mudou tua vida
...é realmente alto
...é o teu irmão não-biológico
... gosta de música boa
...é a pessoa mais esperta que tu conheces
...fala muito
...é um velho amigo
...você sempre pode contar
...tua irmã não-biológica
...sempre te fará rir muito
...é um salva-vidas
...fica bem com roupa listradas
...é um novo amigo
...tu sentes saudade (ou sente falta)
...tu podes confiar
...é um bom amigo
...tu viajarias pelo mundo com
...tu tens medo
...tem belos olhos
...sabe fazer uma boa comida

quarta-feira, 16 de março de 2011

Um ano em doze lembranças

Daqui a 10 dias, o Andreinews, a leitura que você normalmente não leva para o banheiro, completa o seu primeiro ano de vida. Só um ano, mas o suficiente para que o blogueiro não imagine mais sua vida sem esse blog.

É, amigos, fechamos a primeira temporada com números bem bacanas. Foram até aqui 164 postagens, o que, acredito, dê uma média de uma a cada dois dias e algumas horas, e mais de 17 mil acessos, sendo que nem todos foram da mãe do blogueiro.

Claro que, muito mais importante do que os números, são os comentários (não só postados no blog) que mais fazem a diferença e animam o blogueiro a seguir com essa ideia que às vezes beira a escravidão.

Para quem não acompanha desde o início a brincadeira, segue abaixo uma lista com12 postagens, uma de cada mês, e que estão entre as mais lidas e/ou comentadas do blog, além de figurarem entre as favoritas do autor.

- Um carinho na terrinha (31 de março)
- Saudade crônica (23 de abril)
- Manias, meras manias (6 de maio)
- O dia em que me revoltei (16 de junho)
- Meu pequeno grande amigo (5 de agosto)
- Argumentos encalhados (21 de setembro)
- As roupas caseiras (2 de outubro)
- Eis o verão (4 de novembro)
- Contar histórias (13 de dezembro)
- Expectativas pra quê? (27 de janeiro)
- O silêncio na amizade (25 de fevereiro)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Só porque ontem foi o Dia da Poesia


A poesia está guardada nas palavras --
é tudo que
eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

Para mim poderoso é aquele que descobre as

insignificâncias (do mundo e as nossas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado e chorei.

Sou fraco para elogios.

Manoel de Barros


domingo, 6 de março de 2011

A banda

De algumas passagens da vida, só saberemos da real importância que tiveram muito tempo depois. Isso se nos dispusermos a descobrir, naturalmente.

Exemplo: Tive uma banda de rock na adolescência. Não resistiu a essa fase. Ficou lá no início da década passada e hoje repousa na memória. Mas finalmente vejo que aquela singela aventura roqueira influenciou em cada aspecto do que é minha personalidade hoje. E me deixou um valioso legado afetivo.

Quando se tem uma banda, se faz muitos amigos. Sempre há um monte de bandas iniciando ao mesmo tempo, e com isso abre-se um novo círculo social, assim como a turma da escola, da vizinhança, do futebol (mais tarde agregamos a turma do bar, do trabalho, da faculdade).

O adolescente que toca (ou canta) em uma banda dificilmente afunda na timidez quando adulto. Subir em um palco com muito mais pessoas para lhe julgar do que para aplaudir requer uma cara de pau que poucas situações irão exigir futuramente.

A banda ensina a importância da repetição, o valor da insistência incansável quando se busca melhorar em algo. As melhores bandas que conheço nunca estão satisfeitas com o som que tocam.

Ter banda também é ter alguns amigos unidos como jamais estariam; É ter aquela impressão de proximidade com nossos ídolos; É investir tempo, dinheiro e energia sem esperar retorno. E é mais tarde aprender que, de alguma forma, tudo valeu a pena.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O silêncio na amizade

O silêncio é o avalista da grande amizade.

Quando há constrangimento no silêncio, na pausa que encerra um assunto, desconfio que não há grande amizade. O que não chega a ser ruim, pois é com pequenas e grandes amizades que enriquecemos a vida. Mas não há dúvidas: quando o silêncio deixa de configurar um drama e a mente não precisa trabalhar de forma alucinada à procura de uma frase qualquer, estou diante de uma grande amizade.

Acredito que todos tenhamos bem mais amizades pequenas do que grandes. Acumulamos amizades superficiais (sem o tom pejorativo normalmente atribuído ao termo) de acordo com a nossa habilidade e pré-disposição. E se os grandes amigos são os que fazem a vida valer a pena, os pequenos amigos quebram um bom galho na ausência quase sempre frequente e inevitável destes senhores. Com sua parceria, amenizam o silêncio das grandes ausências, que também avalizam a grande parceria.

O único problema das pequenas amizades é que elas nos exigem estar sempre driblando o silêncio. E o quebramos com um novo tema qualquer, o mais banal, apenas para cumprir tabela. A quietude, que tanto aprendemos a respeitar na presença dos grandes amigos, há de ser feridacom uma bobagem qualquer apenas pela nossa insegurança diante da nova amizade. Tem que se ter sempre um assunto, ser legal e eloquente.

Se derrotados pelo silêncio, eu e meu pequeno amigo estaremos condenados a achar um ao outro entediantes, ou a duvidar da nossa própria capacidade de fazer amigos. Tudo porque o silêncio ainda depõe contra essa pequena amizade. E avaliza as que a ele resistem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vejam que ideia sensacional

Achei simplesmente genial o vídeo abaixo, um comercial que reconstitui a abertura dos Simpsons, mas com pessoas reais. Cada detalhe foi lembrado e devidamente incluído na clássica sequência do desenho. Os responsáveis estão de parabéns.

Como de costume, compartilho com os amigos leitores neste período "entre-crônicas":

Come Home To The Simpsons from devilfish on Vimeo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ser incompleto

Não é novidade se eu disser que certas coisas podem ser muito parecidas na superfície, porém muito diferentes se observadas um pouco mais de perto. Mas e quando o mesmo se dá com nossos próprios sentimentos? Como, por exemplo, quando confundimos a diferença entre sentir saudade ou sentir falta de algo. São coisas diferentes, ao meu ver. Pois tenho saudade de muitas coisas, mas sinto falta de bem poucas.

Quando nos referimos a algo que passou, como a infância, a adolescência, o último inverno, estamos falando simplesmente de saudades. Não nos fazem falta estes recortes da vida, são apenas lembranças boas. Será tudo o que teremos um dia, mas ainda assim, são só lembranças.

Quando a saudade é de alguém querido que perdemos, provavelmente estamos sentindo falta de algo que nos deixou incompletos. Mas e se for saudade de alguém que fez parte de um período específico da nossa existência como estes já citados? Aí a saudade volta a se mostrar diferente, se não costumamos sentir falta desta pessoa em nosso dia-a-dia.

Em inglês, fala-se "I miss you" quando se quer expressar aquilo que chamamos de sentir saudade. Em um sentido mais literal, eles estão dizendo "Eu perdi você". Como se tivesse perdido a chave de casa ("I miss my key"). O que vai mais de encontro do sentido que atribuímos a "sentir falta de". Quando perdemos algo, sentimos falta daquilo. E só por isso notamos que perdemos. A língua inglesa pode não ter correspondente para a palavra saudade. Mas eles sabem dizer que sentem falta. Eles perdem.

Sempre banalizei a saudade, já me auto-intitulei um entusiasta da saudade. Tenho saudade de quase tudo. Mas reconheço que são poucas as coisas e pessoas que me fazem falta. Que me fazem incompleto.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Grêmio da Libertadores

Amanhã é dia de conferir a estreia do Grêmio na primeira fase da Libertadores 2011. O jogo contra o Oriente Petrolero, da Bolívia, tem tudo pra ser barbada, assim como toda essa fase, em que os adversários são pífios.

Aproveitando a situação, fui lá no clicEsportes e montei a escalação que considero ideal para o Grêmio jogar, não só amanhã, mas também nos próximos jogos (um pouco diferente da que o Renato anuncia). Passando para as oitavas-de-final, é obrigatório contratar um atacante que jogue pelos lados, para fazer dupla com o Borges. Feito isso, o grupo estará bom e competitivo.

Os amigos podem montar suas escalações nesse link aqui.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu, o 60º

Nesta semana que passou, acompanhei com alguma atenção a história dessa menina de 16 anos, aprovada em 9 vestibulares para medicina. Espantoso. Lembrei de cara de como foi minha inglória passagem por esta breve, mas decisiva etapa da vida.

Em 2004, fui o 60º colocado no vestibular de Jornalismo da Unisinos (devia ter 2 por vaga). Pior que isso, ainda zerei a prova de História. Deveria ser proibido zerar uma prova, mas não era. E para desgraça do sistema de ensino, fui aprovado. Acho que a redação sobre a importância do ócio criativo evitou o que seria uma pequena tragédia: ser o primeiro reprovado em um vestibular de universidade privada.

Ao contrário do que pode parecer, não foi tão difícil zerar a prova de História. Seguindo algum conselho infeliz, marquei a letra D em todas as alternativas. Pois aquela era a única letra que não constava entre as respostas corretas naquelas dez questões. E se eu já não cogitava prestar vestibular em universidade federal antes disso, nunca mais mudei de ideia.

Não lembro exatamente por que abdiquei de responder às questões de História, disciplina da qual que sempre simpatizei. Não saber a resposta de nenhuma delas não chega a ser um motivo, pois também não sabia nada de algumas outras matérias, e mesmo assim quebrei a cabeça, fiz alguns cálculos, puxei por algumas aulas de química e física na memória, olhei para a prova do colega ao lado. Mas na fatídica prova de História, de cara entreguei os pontos. Parti pra malfadada malandragem.

Fato é que não confio em avaliações dessa ordem. Não gosto de vestibulares, assim como detesto as tais dinâmicas de grupo. Vocês já fizeram dinâmica de grupo? Poucas situações podem ser mais embaraçosas. Quando nos pedem, por exemplo, para nos apresentarmos ao grupo de forma criativa, e tudo o que vem à mente é um grande branco, um vazio de criatividade. E nesse momento você vê aquele tão sonhado emprego ou estágio indo embora.

Vestibular pode ser traumatizante, e até acredito que uma pessoa consiga ser aprovada em nove vestibulares. Mas se essa menina vier a resistir a nove dinâmicas de grupo, aí sim, só me restará tirar o chapéu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Elogio da compreensão

Julgar é, sem dúvida alguma, mais fácil do que compreender. Logo, nosso hábito é o de julgar sem a preocupação da compreensão. E o que é procurar compreender? É perguntar-se, tão somente. Mesmo assim, parece bem mais simples, rápido e prático julgar.

Acontece que nem tudo na vida tem a irrelevância de um jogo de futebol, onde apenas classificamos times e jogadores em bons e ruins, para logo mudamos de opinião após um gol, um frango, um jogo ganho ou perdido.

Os julgamentos que fazemos na vida real costumam ter consequências. Requerem compreensão, e essas requerem dúvidas. Se, diante de cada fato, não fôssemos dominados pelo impulso de atribuir valores, mas sim tivéssemos a habilidade de descobrir o porquê das coisas serem como são, das pessoas fazerem o que fazem, quantos mal-entendidos poderíamos evitar? Não viveríamos num mundo mais tolerante, no mínimo?

Julgamentos carregam a pretensão da resposta pronta e da explicação vazia. A compreensão nos oferece os benefícios da dúvida. O que o julgador já descobriu há tempos, nós, que vamos tentar compreender, talvez nem venhamos a descobrir. Mas dos equívocos do julgador, e da sua preguiça de pensar, tenho certeza que estaremos livres.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A batalha de Bento Gonçalves

*Matéria publicada no jornal Pioneiro, nesta segunda-feira (7)

Como o Brasil derrotou a Argentina no rúgbi pela primeira vez na história e ainda carimbou vaga para o Pan de Guadalajara

Por volta das 21h30 do último sábado (5), as seleções de rúgbi de Brasil e Argentina entravam no gramado da Arena do Sesi para o último confronto da primeira fase do torneio Sul-Americano disputado no fim de semana. Aos brasileiros, caberia o papel de sempre: assistir a mais uma vitória da invicta trajetória argentina.

A derrota ainda seria amenizada, pois o objetivo do dia já havia sido alcançado: a inédita classificação para o Pan-Americano, que será disputado em outubro, em Guadalajara, no México. Mas eles queriam mais, e para isso arriscaram uma jornada épica na noite serrana.


Quando as seleções deixavam o gramado para o intervalo, com vitória parcial de 7 a 0 para os brasileiros, obtida graças a um try de Daniel Gregg depois convertido por Lucas Duque, aquela parecia a maior façanha a ser alcançada naquela noite. Prova disso era o presidente da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), Sami Arap, nas arquibancadas, gritando para o cinegrafista oficial da competição:

– Filma o placar! É histórico! É histórico!

E era mesmo. Quando o assunto é rúgbi na América do Sul, vitória da Argentina poderia fazer parte do livro de regras. Los Pumas, como são chamados os jogadores, são os campeões de todas as edições do torneio Sul-Americano, disputado desde 1951. Nunca haviam perdido um jogo sequer. Boa parte desse grupo integra a equipe que irá disputar o próximo campeonato mundial. Em Bento, a disputa foi na modalidade sevens, uma variação do esporte original em que as equipes se enfrentam com sete jogadores para cada lado.

Inconformados com o placar negativo, no segundo tempo os argentinos pressionaram de todas as formas, e o jogo se passou praticamente todo no campo de defesa do Brasil. Mas, tendo acusado o golpe, as investidas no ataque eram desorganizadas, nervosas. E a cada recuperada de bola pelos brasileiros, a torcida, toda de pé pela primeira vez após um dia inteiro de disputas, tinha amostras de que o impossível estava por acontecer. Em 14 minutos, dois tempos de sete, deu-se a maior vitória do rúgbi nacional.
A vida depois da proeza
Após o jogo, o clima era de muita emoção. Cerca de 300 pessoas acompanharam a façanha, entre torcedores, membros da organização, além das próprias delegações dos seis países que disputam o torneio. Ninguém parecia acreditar no que tinha acabado de ver naquela noite em que uma chuva fina caía para refrescar o calor intenso. O autor do lance que definiu a partida extravasou:

– Ainda não consigo pensar no tamanho desta vitória. Achava que ia morrer sem ver o Brasil ganhar da Argentina – vibrou Daniel Gregg.

O torneio prosseguiu ontem. O sonho do Brasil de fazer a final ouro acabou parando na semifinal diante do Uruguai (5 a 7). Os vizinhos acabariam perdendo a decisão para a Argentina, que antes passara pelo Chile. As quatro seleções representarão a América do Sul em Guadalajara.

Na final prata, contudo, ainda foi possível fazer 17 a 12 nos chilenos e terminar um fim de semana histórico com outra comemoração brasileira na Serra.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A vida e o tempo

E unânime. Todos achamos que o tempo passa cada vez mais rápido. Todos lembramos das promessas de ano novo como se tivesse sido sábado passado, mas já passou um mês. Aquela dor nas costas que na última semana parecia não ter fim, nem lembramos mais. Tudo passou há mais tempo do que parece.

Sobre essa impressão de que o tempo está cada vez mais acelerado, a melhor teoria que conheço (a grosso modo) é de alguém que nos diz que, quando temos 1 ano, este ano é 100% da nossa vida. Aos 20, um ano corresponde a apenas 5% da existência. O que achamos que passa muito rápido, na verdade, apenas significa menos. Fascinante, não?

Para o blogueiro, um ano corresponde a pouco menos de 4% da sua passagem por este mundo até o presente momento. Nem quero calcular o que venha a representar um fim de semana. Deve ser por isso que não me incomodo em trabalhar um fim de semana sim, um não.

Ainda considerando essa teoria, é claro que a nossa vida só pode ser curta, mesmo. Habitamos por aqui um percentual pra lá de desanimador do tempo de existência da própria vida. Até o Oscar Niemayer pode reclamar que a vida curta, que mesmo assim devemos entender. Milhões de anos de vida na Terra, e só nos cabe 70, 80, 90 deles.

A vida é curta, a morte é certa. Nossa passagem por aqui representa uma fração nada significativa para a própria vida. Ou seja: Não podemos nos levar tão a sério.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Expectativas pra quê?

O mal que aflige o maior número de pessoas em todo o mundo, desde sempre, atende por este nome: expectativa. Não há praga maior a ser combatida na busca pela felicidade. A própria busca da felicidade é um grande atrativo para que criemos expectativa. Tratemos, portanto, de evitá-la.

A expectativa tem uma ligação intrínseca com a frustração. Porque mesmo a expectativa que se concretiza é frustrante. E por nunca estarmos satisfeitos, gera novas expectativas. Não parece melhor deixarmos que as coisas apenas aconteçam – com ou sem planejamento ou objetivo – mas sem depositar em nossos desejos a malfadada expectativa de como será a vida quando eles se concretizarem?

Quem cria expectativas, logo se dá mal. Expectativa de ter o emprego dos sonhos, de ser O cara nesse emprego, de achar a pessoa perfeita para namorar, de ter aquele carro que me fará feliz e bonito, de ter saúde a vida inteira, de ser sempre querido e bem-interpretado, de ser alegre o tempo inteiro. Em regra, nada disso acontece. E, considerando que possa acontecer, não deve ser tão bom e satisfatório assim. Logo, para quê?

Temos que ter sonhos, mas a expectativa nos faz um pouco escravos destes sonhos. E a vida, todo mundo sabe, não é o que sonhamos. É o que vivemos, não está no que esperamos.

Viver sem criar expectativas é ter um controle um pouco maior sobre nossas possibilidades de ação. Ainda que a grossíssimo modo, "Se der deu, se não der, não deu" é, sim, um princípio válido a ser seguido. Quase uma filosofia.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Raça e superação - parte III

E lá vai o Grêmio disputar outra Libertadores sem um time à altura da competição. E não deixemos de considerar que o nível da competição só cai, ano a ano. Mas lá vai o Grêmio mais uma vez, apegado ao discurso de superação e imortalidade, quando o foco deveria ser só um: qualidade.

Foi qualidade que faltou para o Grêmio em 2007, quando a final, contra o Boca Juniors, foi tudo, menos parelha. Faltou ataque. Tuta, Everton, Douglas e Amoroso eram os atacantes daquele time, que tinha Lucas, Diego Souza e Carlos Eduardo como destaques. Mas acreditamos até o fim que Schiavi, Tcheco, Ramón, algum deles se consagraria naquela decisão contra Riquelme, Palácio e Pallermo.

Em 2009, qualquer gremista de bom senso sabia que seria praticamente impossível passar pelo Cruzeiro nas semi-finais. Não foi o ataque – Jonas e Máxi Lopez - o problema maior, mas o meio-de-campo sem grande inspiração formado por Ruy, Adilson,Tcheco, Souza e Fabio Santos. No banco, Túlio e Orteman. Por muito pouco o time não sai derrotado nos dois jogos.

Desta vez, o cenário parece o mesmo. O Grêmio que não contrata e perde seu artilheiro tem time para uma boa campanha, mas que fatalmente irá se encerrar em um confronto contra um grupo indiscutivelmente mais forte - hoje Santos, Cruzeiro e Fluminense, no mínimo – contra o qual apostaremos na já batida história da mística da camisa tricolor.

Se ter Jonas como ídolo já era um sintoma de mediocridade, perdê-lo é um atestado, e que preocupa. Encerramos 2010 acreditando que faltava pouco o Grêmio voltar a ser grande. Mas começamos 2011 revisitando os velhos problemas e ouvindo o mesmo discurso. Raça e superação.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os 10 melhores jogadores que já vi

Descobri que no verão eu só sirvo pra falar de futebol. O pretenso cronista que às vezes aparece por aqui e sua inspiração estão em férias coletivas.
Como os amigos leitores, em sua maioria, também curtem futebol, fico mais tranquilo. Hoje, posto aqui uma lista dos 10 melhores jogadores que já vi (considerando que acompanho futebol há não mais do que 15 anos) até o momento. Concordem e discordem à vontade.


1 – Ronaldinho - Virou heresia elogiar o Gaúcho após a novela do início do ano. Mas, alheio a isso, esta lista tem preocupação maior com o talento dos escolhidos. E ninguém que eu tenha visto tem talento sequer parecido com o do Ronaldinho, principalmente o do Barcelona, de 2004 a 2006. Não briguemos com os fatos.

2 – Ronaldo - Não tão habilidoso quanto o Gaúcho, porém mais completo e, sem dúvidas, mais importante para a história do futebol. E carismático. Quem nunca foi fã do fenômeno em algum período da carreira?

3 – Messi - Atualmente, o melhor, e com boas chances até de chegar ao primeiro lugar. Tem um controle de bola que nenhum outro desta lista tem, além da velocidade e o chute certeiro de perna esquerda.

4 – Romário - Reconhecidamente o melhor que se teve notícia dentro da área, também vale destacar a habilidade do baixinho. Deu muito drible digno de antologias (o Amaral que o diga). E foi o cara do Tetra, minha primeira grande lembrança no futebol.
.
5 – Zidane -
Há quem o considere até o melhor desde Maradona, um verdadeiro gênio. Não chego a tanto, mas reconheço que o francês sabia ajeitar um meio-de-campo e tratava a bola como poucos.

6 – Bergkamp - Chamado de Homem do Gelo (Ice Man) pela frieza, principalmente em fente ao goleiro adversário, Bergkamp realmente jogou muito. Jogou em boas seleções da Holanda, mas, em duas copas, foi eliminado pelo Brasil.

7 – Gamarra - Zagueiraço. Quando estava no auge, seria titular em qualquer time do mundo. Deu azar de jogar na seleção paraguaia e no Inter dos anos 90. Tivesse feito carreira na Europa, seria mais reconhecido.

8 – Rivaldo - Jogou muito. Só faltou carisma e um pouco de marketing para entrar na lista dos maiores do Brasil de todos os tempos. Jogou muito em duas copas, 98 e 2002. Sempre decisivo.

9 – Verón - Hoje, no fim da carreira, ainda é um dos mais respeitados meio-campistas do mundo. No auge, não tinha pra ninguém. Dono do meio-de-campo, raramente erra um passe e ainda marca bem. Vai fazer falta quando se aposentar.

10 – Eto'o - Atacante rápido e matador. O centroavante perfeito para qualquer time. Junto com Ronaldinho e Messi, no Barcelona, ajudou a formar o melhor ataque que já vi.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Papai orgulhoso

Olhem que bonito meu filho, o clicBento, na TV. A chamada vai ao ar diariamente na RBS TV para a região (não sei exatamente em quais municípios):


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tombos

Gostaria que os leitores assistissem e opinassem: qual o tombo mais espetacular? Eddie Vedder, do Pearl Jam, na Itália, ou Paul McCartney, em São Paulo? Vejam:

Eddie Vedder


Paul McCartney

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Encerrando a novela

De tudo o que se falou e escreveu sobre Ronaldinho nos últimos tempos, a mais sábia reflexão é, de longe, a do jornalista José Inácio Werneck, da ESPN. Por isso, compartilho com os amigos leitores:

"(...)Ronaldinho encarna apenas a síntese completa e definitiva de um fenômeno que passou a assolar o futebol brasileiro. Ele é a celebridade. E celebridades habitam um mundo diferente. Celebridades não precisam ser nem grandes cantores, nem grandes atores, nem grandes jogadores. Celebridades precisam apenas ser célebres para continuarem célebres."

E não é?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Comentando a novela

Desde o fim da trágica participação gremista na novela Ronaldinho, o que mais tem me chamado a atenção é uma tendência de alguns colorados mais fanáticos, de tentar classificar essa história como um "fiasco" maior do que a derrota do Inter para o Mazembe, no Mundial de Clubes.

Reconheço como legítima a flauta colorada nessa situação em que o Grêmio se expôs ao ridículo, mas convenhamos: Não dá pra comparar. O Grêmio perdeu porque o Flamengo teve maior poder aquisitivo. O Inter perdeu porque foi menos time que o Mazembe. Alguma dúvida sobre que é pior?

Sobre o caso Ronaldinho, é difícil para este blogueiro escrever a respeito, pois posso dizer que sou o maior fã dele que conheço. Consequentemente, era o que mais queria vê-lo no meu time. Apenas porque nunca vi ninguém jogar mais que ele. Se morre de amores pelo clube ou não (pelo jeito, não), sempre achei secundário. Perdoem-me os românticos, mas, dentro de campo, sempre vou preferir um Ronaldinho infiel a um Tcheco apaixonado.

Sobre quem errou e quem acertou, acho que Paulo Odone foi coerente sempre, dizendo que só cravaria que R10 era do Grêmio quando assinasse o contrato e vestisse a camisa. Não creio que ele tenha vendido ilusões para o torcedor. Foi apenas transparente. Errou ao ter comprado ilusões do Assis, este sim o grande vilão da novela, que ainda não tem definições.

Passada a novela, resta uma grande curiosidade: que efeito terá essa história toda no Grêmio daqui pra frente? Como será a gestão Paulo Odone após esse recomeço tão conturbado? Como o time irá responder em campo? De que forma a torcida irá reagir a um possível mau resultado na Libertadores? A única certeza é a de que, para os gremistas, 2011 não será um ano qualquer.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O blogueiro vive

O blogueiro faz questão de avisar que não está em férias. A falta de atualizações deve-se tão somente à sensação térmica desfavorável.

Também aproveita para confessar que está aguardando pelo desfecho da novela Ronaldinho para o primeiro post do ano. Mas, assim como os personagens envolvidos, não promete nada.

E, se demorar muito, irá finalmente listar os "10 funks para a sua festa".