segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que é que a província tem

Uma inegável vantagem de ser natural de uma cidade pequena e nela manter suas raízes, é a facilidade para encontrar os velhos conhecidos toda vez que se retorna a ela.

Sempre que passo um fim-de-semana na província querida, nem preciso ligar para cada um dos amigos com quem quero tomar uma cerveja à noite, marcando hora e local. Sei onde todos vão estar e até a que horas vão chegar. Não só os que continuam morando na cidade, mas também os que partiram para outras plagas e, de tempos em tempos, com maior ou menos frequência, dão as caras na terrinha. É bom poder rever a todos no mesmo bar.

Já ouvi de um amigo, da capital, que uma experiência que ele invejava era justamente a de ser alguém com vínculos com uma cidade interiorana. Não de viver no interior, mas justamente a de ter essa opção de refúgio, de ser recebido de braços abertos pela cidade, como um filho que retorna. Inveja de ter no coração aquele aperto da saudade de casa.

Tem razão o meu amigo. Essa vivência é mesmo indescritível, necessária para quem a possui. É por isso que procuro, sempre que possível, estar de volta ao verdadeiro lar, ao encontro dos amigos mais antigos, e até dos meramente conhecidos de tempos remotos, pois até eles nos evocam pequenas memórias que, sem vê-los, se perderiam.

Além de acolhedor, o lar provinciano é um lugar onde o tempo parece não passar tão rápido. Acho que essa é a diferença.

3 comentários:

  1. Siiiim...acho que um bom tanto é por isso que me sinto presa aqui, hehe... além de um lugar que carrega grandes memórias pra mim ainda tem essa do "tempo engatinhar, do jeito que eu sempre quis" (como diria o Móveis Coloniais de Acaju).

    A propósito: não nos vimos nesse findi! =(

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  2. Já visitei a tua terra!
    haha
    Realmente um lugar muito lindo, frio, aconchegante..
    Realmente pra quem viveu lá, deve dar muitas saudades e vontade de voltar sempre que pode.

    Beijos ;*

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  3. Juliano Pinto Guimarães20 de abril de 2010 22:43

    Cara, acho que esse sentimento que nutrimos por são chico é algo realmente especial. Cheguei a pensar que esta referência e presença constante desse lugar fosse alguma coisa ruim, talvez um apego exagerado, mas percebo que é mesmo o momento presente, sentimos a emoção deste lugar tão forte simplesmente porque são chico não é para nós uma lembrança, mesmo estando longe muito tempo(na verdade talvez isso seja um agravante), basta chegar na terrinha e sentir-se transportado para tipos de tempo e vida que parecem fazer parte do passado, mas só parecem, porque quando nos encontramos aqui, com a mesma satisfação de quando meninos, nessa hora eu percebo que não é uma memória, que não brindamos à uma coisa que passou, que desde crianças continuamos saboreando um momento que simplesmente não acabou.

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